“Tia, ore por mim”

albinos

Há mais de 30 anos no mesmo campo, a missionária Noêmia Cessito já viu de perto situações em que as pessoas passam por apuros. Recentemente, um menino albino procurou Noêmia pedindo para que orasse por ele. Até aí, tudo normal, não fosse pelo fato de o pedido ter acontecido momentos depois de ele ter sua liberdade ameaçada.

“Tia, quero falar com você”, disse o menino à missionária Noêmia.

“Pensei que pudessem ser problemas espirituais, mas ele, cheio de tristeza e até tímido, não conseguiu falar a palavra ‘albino’, mas me contou: ‘Tia, me chamam de negócio, negócio… Um homem tentou me puxar hoje, mas eu escapei. Hoje lá na escola, alguns meninos também me chamaram de negócio. Estou sem rumo, tia, não confio em ninguém, nem posso andar direito na rua. Tia, ore por mim’”, relata Noêmia.

A missionária entendeu perfeitamente do que o menino falava. Em Moçambique, feiticeiros sequestram e assassinam pessoas albinas e usam os corpos em rituais que alegadamente trazem sorte e riqueza. Segundo o “Jornal Verdade”, da imprensa local, nove moçambicanos albinos foram raptados e depois mortos entre janeiro e março de 2016.

“Vendo-o na minha frente, eu me senti fragilizada, sem poder fazer nada, porém tentando tranquilizá-lo. Foi uma oração difícil de fazer, porque eu não sabia o que dizer a Deus diante de uma realidade tão evidente. Estão matando os albinos em Moçambique, alguém notou o menino e ele está correndo perigo de vida”, diz Noêmia, angustiada.

“Lembrei-me do Salmo 91 e orei com o menino, falando-lhe do cuidado de Deus pelos que o seguem e do esconderijo seguro em Jesus. E aconselhei e não confiar em ninguém que não conheça realmente, não andar sozinho à noite… Ele é apenas um adolescente assustado, e com razão”, ressalta.

Noêmia fala que o menino não pediu muito, apenas oração, pois ele vive momentos difíceis desde o nascimento, como o fato de o pai não aceitar o fato de o filho ser albino e desprezá-lo.

“Mas ali na igreja encontrou abrigo e, aceitando a Jesus, se sentiu fortificado para enfrentar as lutas”, diz Noêmia. “Assim, divido com você esse pedido de oração. Os albinos não são diferentes, eles são iguais, têm coração, pele como a nossa, só que mais clara, e sofrem com o sol. Se são crianças, gostam de brincar, e se são adultos, também querem um lugar na sociedade, e amam como amamos e sofrem como sofremos. São filhos de Deus, e o que aceitam a Jesus são nossos irmãos”, conclui.

por Willy Rangel

mat_mocambique_noemia_albinos

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